domingo, 9 de março de 2014

Fonte de água viva

"Jesus respondeu: quem beber desta água, terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede. Ao contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna." (Jo 4:13,14 – NVI)


Neste episódio, que nos é bem conhecido, Jesus mostrou mais uma vez que veio quebrar paradigmas culturais e religiosos. Ao se dirigir a uma mulher, mulher samaritana, com uma situação conjugal desregrada, Ele revelou mais de Seu caráter redentor disponível a todo aquele que dEle se aproxima, sem distinção. Ele olhou para o interior daquela mulher que estava sedenta de vida, e ofereceu-lhe muito mais do que aquela fonte de água poderia lhe dar: uma fonte eterna de vida, e vida em abundância a ponto de ela tornar-se, também, uma fonte a jorrar para saciar a sede de tantos quantos chegassem a ela.

Numa cidade como São Paulo, revestida de asfalto e concreto, não é comum vermos uma nascente de água. Mas, basta nos afastarmos um pouco dos limites urbanos para encontrarmos. A água brota da terra e escorre como um veio, que logo se transforma num riacho e depois num rio caudaloso. A temperatura dessa água é ideal para saciar a sede dos que dela vem revigorar-se. Entretanto, essa saciedade é temporária. Logo, logo será necessário recorrer a ela novamente, pois o seu consumidor tornará a ter sede. A satisfação plena jamais será conseguida nesse plano terreno. Somente na pessoa de Jesus é que há verdadeira satisfação e saciedade da alma.

A mulher samaritana é para nós um tipo de todos os que se deixam envolver pelas coisas terrenas, que buscam a saciedade primitiva de sobrevivência nas fontes erradas, efêmeras, sem nunca terem suas vidas satisfeitas.

A fonte que é Jesus, a fonte que salta (este é o termo) para a vida eterna, oferece um abundante suprimento para todas as necessidades humanas, pois ela sacia não só a sede momentânea, circunstancial, ela significa revitalização, transformação, regeneração, nova realidade de vida a ponto de tornar o indivíduo um agente transmissor de vida, num processo que durará toda a sua jornada terrena até a eternidade.

Esse dom do Espírito do Senhor Jesus está em nós. Que o nosso dia-a-dia não nos afaste de sermos saciados por essa Fonte e de nos tornarmos, também, fonte a jorrar – saltar – vida por onde andarmos.

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