domingo, 9 de março de 2014

Praticantes da Palavra

"Sejam praticantes da Palavra e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos." Tg 1:22-25

Esse texto traz uma verdade espiritual e religiosa que todos concordamos, mas nem sempre praticamos. Ser membro de uma igreja, frequentar seus serviços, fazer parte de ministérios, NÃO É SUFICIENTE!

Não é virtude ouvir sermões, como se isso fosse um medicamento espiritual. Se nossa motivação for a busca da solução de problemas ou simplesmente da saciedade espiritual/religiosa – isso não impressiona a Deus! DEUS DETESTA RELIGIOSIDADE!

"Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?" Is 58:6

Isaías está falando da justiça de Deus. A justiça de Deus é a retidão de sua natureza, aquilo pelo qual faz o que é reto e de igual medida. É o padrão de eqüidade (igualdade, retidão, imparcialidade). A justiça é a perfeição da natureza divina. Aristóteles disse: "A justiça engloba em si todas as virtudes". Dizer que Deus é justo é dizer que é tudo o que há de excelente: as perfeições se encontram nEle como linhas que convergem para um centro.

Ele não é somente justo, mas a própria justiça.

Na igreja encontramos muitos "teístas teóricos" e "ateus práticos”.

Teístas teóricos – o teísta crê na existência de um deus (ou de deuses). E se houver muitos deuses, há um ser maior que comanda todos eles. Gente que crê num deus distante, indiferente aos problemas dos homens, preocupado e ocupado com coisas mais importantes.

Ateus práticos – pessoas que vivem como se Deus não existisse; não há espaço para Deus em suas vidas; e o fato de Deus existir, não faz nenhuma diferença prática. Pessoas que ouvem, que defendem, que argumentam em favor das Escrituras – MAS, CONHECEM A PALAVRA SOMENTE PELO INTELECTO, NÃO PELO CORAÇÃO.

Tornam-se, também, hereges práticos: conhecem o cristianismo, mas não experimentam a verdade de suas doutrinas, mediante uma vida prática. Buscam na Palavra os textos fora de seus contextos, para justificarem seus interesses. Creem no que Paulo chamou de “outro evangelho” (Gl 1:8), não o evangelho de Jesus de Nazaré.

Parece que essas pessoas creem no evangelho fácil, que uma vez professado, o habilita a receber bens materiais e a desfrutar do céu e a eternidade, sem a necessidade de uma real conversão e transformação moral, segundo a imagem e a natureza de Jesus Cristo. Gente que não entendeu o “tome a sua cruz e siga-me”.

O OUVIR SERÁ INÚTIL SE NÃO LEVAR À PRÁTICA DE UMA VIDA SANTA.

"Porque não são os que ouvem a Lei que são justos aos olhos de Deus; mas os que obedecem à Lei, estes serão declarados justos." Rm 2:13

Em Tg 1:23, somente ouvir da Palavra, é comparado ao homem que contempla num espelho o seu rosto. Contemplar sugere um "olhar de relance" que deixa apenas uma impressão casual. A Palavra de Deus é como um espelho da alma que nos mostra como somos. Ela nos desnuda e expõe nossas imperfeições! Mas, também, nos chama à metanóia, a mudança de mente, de pensamento, de atitudes.

Se não permitirmos que ela nos leve à conversão e transformação, é porque lhe demos apenas um "olhar de relance", e essa impressão logo se desfará.

Ser praticante indica uma ação contínua e pede um hábito de vida. Ao estuda-la, nela meditando e pondo-a em prática na vida diária, então, seremos bem-aventurados.


Copyright © 2014 Daniel Belmont Filho

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